sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Como manter a esperança diante do desemprego



Como manter a esperança diante do desemprego

O desemprego pode abalar a autoconfiança, desencadear um sentimento de inferioridade e até afetar os relacionamentos familiares, mas de maneira nenhuma podemos permitir que o desemprego atrapalhe o nosso relacionamento com Deus. 
Através do trabalho de nossas mãos conquistamos os bens e edificamos nossos lares. É correto afirmar que todo o ser humano precisa ter uma função social é exatamente no emprego que encontramos a dignidade, seja qual for a função. 
Por outro lado, infelizmente vivemos uma época em que os índices de desemprego aumentam a cada dia, mas não se podemos entregar os pontos. É preciso encarar o desemprego como um desafio a ser superado.
Muitas pessoas desempregadas, seja pelo choque de perderem o ganha pão, seja pelas contas que começam a bater a porta, se vêem em estado de desespero. Por vezes esboçam reações agressivas ou se entregam ao desânimo. Esta sem dúvida meu querido e minha querida não é a solução.
Diante do desemprego, quando tudo parece dar errado e as portas insistirem em permanecerem fechadas, lembremos do que São Paulo escreve na carta aos Romanos: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração” (Rm 12,12).
O desespero é fruto da perda de uma das virtudes mais importantes em nossa vida: a esperança. Uma pessoa alicerçada na fé é uma pessoa que crê, ama e espera. Mesmo no sofrimento e passando talvez por problemas financeiros, continua lutando e acreditando que o amanhã será melhor.
Eu recebo inúmeras cartas, mensagens e telefonemas, com pedidos de oração pelos desempregados, rezo por todos e oriento para que aqueles que estão angústiados pela falta do trabalho rezem acreditando no auxílio da divina providência. Deus jamais desampara quem nele confia.
Repita para si quantas vezes for preciso e sempre que o desespero bater: “Senhor, eu tenho medo, eu me sinto aflito, mas eu confio em Tua ajuda”.
Deus tem misericórdia e sabe de nossas necessidades. O desemprego não é uma vontade de Deus e sim o resultado do desequilíbrio de um sistema econômico criado por homens.
 
É necessário arregaçar as mangas e correr atras do prejuízo. O desemprego pode trazer consigo uma série de aflições e provações que provocam uma profunda crise emocional, mas é somente pela virtude da esperança que podemos criar coragem e depositar em Deus toda a nossa ansiedade, como São Pedro propõe: “Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós” (1Pd 5,7).
Deus tem um plano para cada um de nós. Confiemos na misericórdia de Deus e perseveremos firmes na fé, porque Deus é fiel. Ele nunca desemparará você.

Oração Pelos que estão desempregados
Senhor, hoje quero pedir por todos aqueles que não tem trabalho. Peço ainda pelas suas vidas, pelas suas famílias, rogo que os ajudeis na adversidade, particularmente na provação do desemprego que tanto desespera.
Já agradecemos Senhor, por tudo o que concedes segundo a Tua vontade.
Amém

Fonte: Pe. Alberto Gambarini

COMUNIDADE: VIVER EM “COMUM UNIDA



COMUNIDADE: VIVER EM “COMUM UNIDADE”
Hoje se fala muito em comunidade. Comunidade paroquial, comunidade escolar,comunidade familiar, e até comunidades virtuais, espalhadas pelas redes de computadores. Fala-se muito, mas na realidade, vivemos num mundo onde cada um vive para si. Um mundo cada vez mais anônimo, pessoas isoladas pela competição e fechadas no individualismo. Os meios de comunicação, que deveriam aproximar as pessoas, acabam distanciando. O individualismo tende a criar uma sociedade de consumistas, na qual estão em jogo os interesses pessoais. Temos uma realidade dividida, na qual os “ventos parecem contrários” Sujeitos que esperam milagres prontos e rápidos. A família sofre igualmente esses efeitos. Num chamado “amor sem compromisso”, muitos valores são perdidos. Tudo isso nos desafia, mas não pode causar medo.
A  comunidade Cristã
O ser humano só consegue tomar consciência do mundo e dos outros, através do amor e da partilha que se dá na vida em comunidade. É ali que ele vai desenvolver seus dons e suas capacidade. As comunidades cristãs são comprometidas com a fé e ligadas pelos laços de fraternidade. Viver em comunidade, nesta perspectiva, é lutar pela paz e pela justiça no mundo.
Não basta estar juntos, ou um ao lado do outro na mesma casa. É preciso que haja objetivos comuns, metas definidas, prioridades básicas que favoreçam a superação do individualismo. Faz-se necessário vivenciar relações interpessoais. A comunidade cristã tem um elo que une e fortalece os seus membros, é a mística do serviço e da oração em comunidade.
Na comunidade, cada um tem a responsabilidade de ajudar e sustentar a fé dos irmãos; dá e recebe, perdoa e é perdoado, acompanha e jamais  está só, oferece seus carismas e ministérios para o bem de todos, e beneficia-se com os de seus irmãos; compartilha.
Viver em comunidade é sair do anonimato para deixar-se conhecer, deixar-se cativar, colocando seus dons e talentos a serviço. Só que ama realmente, entende o que significa a vida em comunidade
Por outro lado, é na comunidade que acontece também às inevitáveis tensões e conflitos. A comunidade é o lugar do crescimento, mas também é o lugar dos desafios constantes. Acontece que nem sempre as pessoas estão maduras e preparadas para compartilhar e viver em harmonia e doação evangélica. A irradiação do amor supõe a superação do egoísmo. O encanto da vivência comunitária supõe uma grande capacidade de amar. Saber viver em comunidade é uma missão que se aprende cada dia. É preciso superar limites e ir além dos interesses pessoais, olhar mais para o “nós” e menos para o “eu”..

terça-feira, 28 de junho de 2016

A Igreja Católica discrimina os homossexuais?



A Igreja Católica discrimina os homossexuais?
Muitas pessoas se perguntam se a Igreja Católica não discrimina os seus filhos com tendências homossexuais. Se ela defende os negros da discriminação racial, por que, então, não age da mesma forma com relação aos homossexuais?
A verdade é que a Igreja não discrimina essas pessoas. É que a sexualidade se trata de algo sagrado, assim como a raça. As raças negra, branca, parda, amarela, mestiça e mulata são desejadas por Deus, não devem ser tocadas. Quando o falecido cantor Michael Jackson foi acusado de querer mudar a sua raça – por uma série de cirurgias plásticas e processos de despigmentação da pele –, por exemplo, ele se defendeu, dizendo que, na verdade, sofria de vitiligo. Fê-lo porque a sociedade condena terminantemente qualquer tentativa de alterar a raça, tida como algo sagrado.
Do mesmo modo acontece com o sexo: a complementaridade entre homem e mulher foi querida e criada por Deus – basta abrir as primeiras páginas do livro do Gênesis para constatá-lo. Também ela, pois, não deve ser tocada. Trata-se, igualmente, de uma realidade sagrada. Por isso, a Igreja diz aos homossexuais que mudem sua conduta e comportamento. Este, porém, é um apelo que ela dirige a todos os seus filhos. A sexualidade humana, ferida pelo pecado original, tem várias tendências destruidoras, como o adultério, a pornografia, a masturbação etc. Todos os cristãos são chamados a conter a sua pulsão sexual e canalizá-la de forma produtiva no amor. Este, por sua vez, se expressa seja no celibato, seja no matrimônio aberto à vida.
Por isso, a Igreja não discrimina os homossexuais. O que ela prega a eles é o que ensina a todos os católicos, indiscriminadamente: que o exercício da sexualidade só é possível dentro do matrimônio aberto à fecundidade e à procriação, porque este é o projeto original de Deus, desde o princípio da Criação. Alguém pode argumentar que esta é uma posição intolerante ou retrógrada. Afinal, não foi o próprio Papa Francisco quem disse, no voo de volta de sua viagem ao Brasil: "Quem sou eu para julgar?"? Antes de alardear essa fala do Papa, porém, importa colocá-la em seu devido contexto.
O Papa pergunta, de fato: "Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?" Mas, depois, continua: "O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem". E o que diz o Catecismo da Igreja Católica? Que:
"Os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados."
"Um número não negligenciável de pessoas apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. (...) Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta."
Remata, por fim, a Igreja: "As pessoas homossexuais são chamadas à castidade". Quem tem tendência homossexual deve, pois, seguir o ensinamento de Cristo a todos: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me" (Lc 9, 23). Só abraçando a Cruz e entregando-se por amor a Cristo, é possível caminhar para a ressurreição.

Referências:

1.                  Papa Francisco, Encontro com os jornalistas durante o voo de regresso do Brasil, 28 de julho de 2013
2.                  Catecismo da Igreja Católica, § 2357-2358
3.                  Ibidem, § 2359

A Igreja Católica discrimina os homossexuais?

quarta-feira, 8 de junho de 2016

COMO REZAR COM A BÍBLIA?

COMO REZAR COM A BÍBLIA?
Frei Patrício Sciadini, OCD, aponta 3 atitudes fundamentais que precisamos ter dentro de nós quando nos aproximamos da Sagrada Escritura: "ela deve ser lida: lenta, atenta e amorosamente". Ele explica cada uma delas:
1. Lentamente: não somos acostumados a ler lentamente. Hoje temos quase uma "voracidade compulsiva" em ler muito. Há, poderíamos dizer, um "engordamento artificial" de idéias que não conseguimos digerir. É muito importante na oração evitar essa fome de palavra, ter mais cuidado na escolha do que lemos e ler mais lentamente, quase saboreando palavra por palavra, repartindo as palavras como se fossem uma fruta que queremos saborear e não apenas engolir;
2. Atentamente: prestar atenção ao que se diz ou se lê. Para Santa Teresa, este é o segredo da verdadeira meditação. É preciso, diz ela, saber o que diz e para quem diz, para que seja verdadeira oração. A mesma pedagogia devemos usar quando queremos compreender o que estamos lendo para poder penetrar no seu sentido. Três perguntas podem ser úteis aqui: "O que diz a Palavra? Para quem é dirigida? O que diz para mim hoje?". Essa releitura da Palavra é fundamental para, diante dela, não nos portar como espectadores ou visitantes de um museu, mas atualizá-la para a nossa vida.
3. Amorosamente: ler com amor, como se a Palavra ou texto fosse dirigido tão somente a nós. Essa personalização da Palavra é fundamental para que possamos ser "tocados" pelo espírito do autor que, quando escreveu, tinha uma finalidade: sermos gerados pela Palavra ouvida e meditada. Quando lemos algo com amor, isso produz mais fruto dentro de nós.
Alguns passos simples para ler e meditar um texto bíblico poderiam ser os 4 passos da Lectio Divina. Busque um lugar tranqüilo, onde você possa criar um ambiente calmo e recolhido, com silêncio ou música de fundo, como for melhor, assim feito siga:
1. Leitura: Nesse passo você deve ler, reler, confrontar passagens paralelas; interpretar símbolos, ver personagens; quem fala, como fala, a quem fala, quando fala, onde fala, como agem e reagem as personagens. Nesse passo você deve procurar responder: Que diz o texto?
2. Meditação: Que valores profundos me evoca o texto? Que sinto ou experimento, como reajo ao ler este texto? Com que relaciono o texto? Existem duas fases, na meditação, a primeira de recolher, juntar, reservar sem preguiça; a segunda de ruminar, digerir tudo o que se recolhe; deixar que as palavras se liguem entre si; criar clima, atenção, calor; preocupar-se para que nada te roube a Palavra... Discernir, confrontar e deixar que as palavras que recolheste, guardaste e observaste, se clarifiquem umas às outras. Feito isto, a Palavra faz o resto. Nesse passo você deve procurar responder: Que me diz o Senhor neste texto?
3. Oração: Em silêncio, pela palavra, pelo canto, pelo gesto, que digo ao Senhor? Que palavras, canto, silêncio ou gesto me provoca a Palavra que acabei de ler e meditar? Para esse passo busco responder: Que digo eu ao Senhor que me fala neste texto?
4. Contemplação: Agora é o momento de observar os efeitos dessa palavra sobre você, sobre a sua vida. Responda aqui: Que sinto em mim? Que experiência me é dada viver agora?
Você pode estar se perguntando: mas por onde devo começar a leitura? que livro ler primeiro? devo ler o Antigo ou o Novo Testamento? Bem, há muitos livros católicos com sugestões de leituras, mas uma opção bem eficaz e tradicional é a Liturgia Diária, ela traz as leituras que em cada dia a Igreja medita na Liturgia Eucarística.



COMO DEVE SER LIDA A BÍBLIA.

COMO DEVE SER LIDA?
A Bíblia é a Palavra Viva de Deus. Precisamos ter a consciência de que "toda Escritura é inspirada por Deus" (2Timoteo 3, 16), "que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal" (2Pedro 1, 20) e também de que "nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras" (2Pedro 3, 16b). No Concílio Ecumênico Vaticano II lemos que: "...para bem captar o sentido dos textos sagrados, deve-se atender com não menor diligência ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé" (Dei Verbum 12).
Com isso vemos que não devemos ler a bíblia como se estivéssemos lendo um livro qualquer, mas sua leitura exige respeito, humildade e prudência.
Por isso é muito importante buscarmos participar de Círculo bíblico, cursos de bíblia, etc, que facilmente podemos encontrar em nossas comunidades, paróquias e dioceses.